7 PASSOS LANÇA O MÉTODO IMPORTA FÁCIL

Muitas vezes, ópticas de pequeno porte se ressentem da impossibilidade de importar, por conta própria, os produtos que tanto desejam. Produtos esses que poderiam gerar uma substancial vantagem competitiva em relação à concorrência, além do fato de aumentar a chance de elevar sua reputação junto ao público final como ópticas criativas, que sempre oferecem produtos exclusivos. Com isso, ficam sujeitas às ofertas de empresas locais e têm menos liberdade para compor seu mix de produtos.

Além disso, definitivamente, o Brasil não é um país para amadores quando o assunto é importação. Burocracia, altas taxas e questões de logística emperram o desenvolvimento de muitos negócios. Pensando na otimização de todos esses processos, a empresa paulistana 7 Passos desenvolveu o Importa Fácil, que permite a lojistas de qualquer porte importar de forma ágil, inteligente, idônea e econômica. O sistema garante que empresários comprem pequenas quantidades de itens de vários fornecedores estrangeiros reunindo-os em uma única compra sem que precisem se preocupar com frete, seguro, despachante, contrato de câmbio, pagamentos a fornecedores e impostos e taxas. Basta comprar, pagar um único boleto e receber os pedidos no endereço desejado de forma segura, pontual e pelo menor custo.

SÓ A QUARTA PARTE

“Com o Importa Fácil, o lojista investe apenas a quarta parte do que gastaria se resolvesse importar por conta própria e conta com experiência, ética e comprometimento”, explica o fundador e diretor-executivo da 7 Passos, Nilton Valle, profissional com mais de 15 anos de experiência em comércio exterior.

A empresa foi fundada em 2012 e, desde então, tem dado o suporte a muitos empresários na importação de produtos ópticos, esportivos, vestuário, itens de decoração, peças automotivas, eletrônicos, máquinas, artigos de luxo etc.

Participação de produtos importados no consumo do país é a maior desde 2011, diz CNI

Coeficiente de penetração das importações passou de 17,1% para 18,4% em 2018.

A participação de produtos importados no consumo dos brasileiros aumentou 1,3 ponto percentual em relação a 2017 e alcançou 18,4% em 2018, o maior nível desde 2011, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realizou pesquisa com as empresas do setor.
Trata-se do segundo ano consecutivo de alta do indicador, o que mostra que a indústria brasileira segue perdendo competitividade e, consequentemente, mercado para os concorrentes estrangeiros.

 

“Desde 2003, esse é o segundo maior valor do indicador, perdendo apenas para os 18,8% registrados em 2011”, destacou a CNI. “O aumento do coeficiente de penetração das importações ocorreu apesar da desvalorização do real no período, que encarece os produtos importados frente aos nacionais”, afirma o estudo.

 

Entre os 23 setores da indústria de transformação analisados, apenas três registraram queda no consumo de importados e ganharam espaço no mercado doméstico entre 2017 e 2018: o de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (queda de 2,1 pontos percentuais), o de celulose e papel (recuo de 0,4 ponto percentual) e o de bebidas (redução de 0,3 ponto percentual).

Já o coeficiente de insumos industriais importados, que mede a participação dos insumos importados na produção da indústria, subiu de 23,1% em 2017 para 24,3% em 2017, atingindo o maior valor desde 2014, quando era de 25,9%. Dos 19 setores da indústria de transformação, apenas três – metalurgia, químico, e impressão e reprodução – reduziram a proporção de insumos importados.

 

O coeficiente de exportação, que mede a importância do mercado externo para a indústria, ficou praticamente estável, passando de 15,7% em 2017 pata 15,8% em 2018. “Tal comportamento deve-se, sobretudo, à recuperação da produção doméstica, que praticamente acompanhou o aumento das exportações”, afirma o estudo.

 

Já o coeficiente de exportações líquidas, que mostra a diferença entre as receitas obtidas com as exportações e as despesas com a importação de insumos industriais, caiu de 6,5% em 2017 para 5% em 2018 em valores correntes.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/16/participacao-de-produtos-importados-no-consumo-do-pais-e-a-maior-desde-2011-diz-cni.ghtml

Dissipa-se a confiança dos construtores

Levantamentos apontam que vem se dissipando o otimismo na construção civil desde o início do governo Bolsonaro
3O Estado de S.Paulo
02 de abril de 2019 | 04h00

Levantamentos da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do sindicato da habitação (Secovi-SP) revelam que vem se dissipando o otimismo presente na área da construção civil desde o início do governo Bolsonaro. É certo que, em alguns nichos de mercado, inclusive na habitação popular (programa Minha Casa, Minha Vida), a demanda continua sendo forte. Mas a maioria dos indicadores deixou de ser satisfatória e a confiança dos empresários está diminuindo.

Em março, a Sondagem da Construção da CNI mostrou que o Índice de Confiança do Empresário (Icei-Construção) mostrou queda pelo segundo mês consecutivo, atingindo 59,8 pontos. Embora acima da média histórica e da linha divisória de 50 pontos que separam os campos positivo e negativo, o indicador revela queda de confiança: o índice de intenção de investimento atingiu 34 pontos. “As dificuldades do cenário político diminuem a previsibilidade dos agentes econômicos”, afirmou a economista da CNI Dea Fioravante. Como resultado, predominou uma “postura mais cética dos empresários”, acrescentou Dea.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da FGV apresentou resultados ainda piores, com queda de 2,5 pontos entre fevereiro e março, atingindo 82,5 pontos, nível mais baixo desde outubro de 2018. A coordenadora do ICST, Ana Maria Castelo, nota que “o ritmo muito lento de crescimento da economia está minando a confiança mostrada pelos empresários da construção civil no final de 2018”. O dado de março, acrescentou, “acende uma luz amarela que reforça a preocupação com a retomada dos investimentos”. O nível de utilização da capacidade do setor da construção é de apenas 65,3%.

Em janeiro, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP, as vendas dos últimos 12 meses ainda superam em 20,9% as dos 12 meses anteriores, atingindo 29,9 mil unidades, mas houve forte queda de 68,8% em relação a dezembro e leve queda de 4,1% comparativamente a janeiro de 2018. Números aparecem na oferta: apenas 286 unidades foram lançadas na capital em janeiro de 2019, ante 748 em janeiro de 2018. Em 12 meses, ainda há leve crescimento de 2,8%, para 32,3 mil unidades.

Também a construção sofre com a desconfiança na economia, agravada pela perda de capital político do governo.

Comércio mantém a confiança em avanço futuro

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 2,1% em março em comparação com o mês anterior
O Estado de S.Paulo
03 de abril de 2019 | 04h00

O ritmo lento de recuperação da economia e os contratempos na esfera política ainda não afetaram as expectativas do comércio para este ano. Como informou há pouco a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 2,1% em março em comparação com o mês anterior e 10,9% em relação ao mesmo mês de 2018, alcançando 127,1 pontos, acima da linha de 100 pontos, que indica satisfação. Este é o quinto avanço consecutivo do Icec, o melhor resultado desde novembro e a melhor marca para o mês de março desde 2012.

Não significa que o comércio esteja alheio aos acontecimentos políticos recentes, partilhando da preocupação de que pode ser criado um ambiente que comprometa a aprovação de reformas essenciais, a começar pela da Previdência, gerando obstáculos para um crescimento mais vigoroso da economia. “Ainda assim”, pondera Fabio Bentes, economista da CNC, “o cenário de investimentos no setor, para o decorrer do ano, ainda não está comprometido.”
O subíndice que mede o ânimo atual do empresário do comércio (Icaec) registrou alta de 6,4% em março em comparação com o mês anterior e de 16,7% no período anual. A pesquisa indica que seis em cada dez entrevistados acreditam que o momento atual de atividade econômica está mais favorável que há um ano.

A CNC não deixa de notar, entretanto, que no primeiro trimestre deste ano o varejo teve um desempenho mais fraco que o antecipado e, como se verifica em outras áreas de atividade, o setor tem a expectativa de que a economia possa deslanchar daqui para a frente. Se isso vier a ocorrer, 72% dos entrevistados relataram disposição para contratar novos funcionários, enquanto 47,7% têm planos de investir na abertura de lojas e pontos de venda. Quanto ao nível dos estoques – elemento fundamental para novas encomendas à indústria –, 23,7% consideram que eles ainda estão atualmente “acima do adequado”.

De acordo com este quadro, a CNC projeta, entre admissões e demissões, um saldo positivo de 102 mil empregos formais no varejo até o fim do ano, bem acima das 71 mil vagas criadas no setor em 2018. Poderão, também, ser abertas 23,3 mil novas lojas, quase o triplo do número de estabelecimentos comerciais abertos no ano passado (8,1 mil).

Leiloada a ferrovia da soja e do milho

Rumo venceu com um ágio de 100,9% sobre o preço mínimo de R$ 1,353 bilhão e assegurou o controle de 1.537 km da estrada de ferro
O Estado de S.Paulo
04 de abril de 2019 | 04h00

 

Apenas dois grupos disputaram a concessão do último trecho da Ferrovia Norte-Sul, há poucos dias, mas a Rumo, do Grupo Cosan, venceu propondo ágio de 100,9% sobre o preço mínimo de R$ 1,353 bilhão para assegurar o controle de 1.537 km da estrada de ferro. O consórcio concorrente VLI (da Vale, Brookfield, Mitsui e FI-FGTS) ofereceu ágio de 52,6%. Com a extensão total de 4.155 km, a Norte-Sul, quando estiver pronta, em 2021, fará a ligação direta entre os Portos de Santos, em São Paulo, e de Itaqui, no Maranhão.

A Norte-Sul terá capacidade para elevar em 15 vezes o volume atual de transporte de grãos, estima o professor da Fundação Dom Cabral Paulo Resende. O custo do transporte hoje feito por rodovia deverá ser muito reduzido. A Rumo pagará R$ 2,72 bilhões pelo direito de explorar por 30 anos o trecho central da ferrovia entre Porto Nacional, no Tocantins, e Estrela d’Oeste, em São Paulo. O pagamento será feito em 120 parcelas trimestrais.

Mais importante será o investimento previsto de R$ 2,7 bilhões, permitindo o escoamento da produção de soja e milho do Centro-Oeste e o transporte de petróleo e derivados de São Paulo até os Estados de Goiás e de Tocantins.

O leilão do tramo central foi aprovado no governo Michel Temer. Ele permite, agora, pôr fim ao controle de trechos da Norte-Sul pela estatal Valec, associada a sucessivos escândalos – como a compra de trilhos chineses de baixa qualidade em 2007, na era Lula – e cuja extinção foi prometida pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Para isso e para novas concessões será preciso que se reúna o conselho de ministros do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do novo governo.

Com o leilão da semana passada, a Norte-Sul será controlada no tramo Norte, entre Açailândia e Porto Nacional, pelo consórcio VLI. A ligação entre Açailândia e o Porto de Itaqui tem por concessionária a Vale. O maior trecho será da Rumo.

Ainda neste ano, segundo Freitas, poderão ser leiloadas a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre Ilhéus (Bahia) e Figueirópolis (Tocantins), e a Ferrogrão, ligando Sinop (Mato Grosso) ao Porto de Miritituba (Pará).
Os leilões de março (aeroportos, terminais portuários e a Norte-Sul) mostraram que o setor privado está disposto a investir em infraestrutura. Isso é essencial, dada a situação precária das contas públicas.

Balança comercial com superávit e poucos negócios

Exportações de US$ 18,1 bilhões e importações de US$ 13,1 bilhões em março mantêm o País entre as economias mais fechadas do mundo
O Estado de S.Paulo
05 de abril de 2019 | 04h00

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O maior problema do comércio exterior do Brasil não é o superávit, que caiu ligeiramente na comparação entre 2018 e 2019, mas a fragilidade dos negócios, com exportações de US$ 18,1 bilhões e importações de US$ 13,1 bilhões e uma corrente de comércio (soma das vendas e compras) de apenas US$ 31,2 bilhões em março, o que mantém o País entre as economias mais fechadas do mundo. O superávit foi de US$ 4,99 bilhões em março, ante US$ 6,42 bilhões em março de 2018, e atingiu US$ 10,9 bilhões no trimestre, comparativamente a US$ 12,2 bilhões em igual período do ano passado.

Há boas explicações para os resultados insatisfatórios, pois exportar é difícil quando a economia mundial apresenta crescimento lento. E importar pouco se deve à baixa atividade econômica interna, com previsões de que o Produto Interno Bruto (PIB) não cresça sequer 2% neste ano.

A média diária de exportações caiu 3% entre os primeiros trimestres de 2018 e de 2019 e diminuiu 5% na comparação entre os meses de março do ano passado e deste anoAs exportações de março, comparativamente a março de 2018, foram lideradas por produtos básicos como soja em farelo e grãos, petróleo bruto, algodão, milho em grãos, fumo e café, além de carne de frango e minério de ferro. Em igual base de comparação, houve queda de 6,5% nos manufaturados, por causa de veículos de carga, óleos combustíveis, automóveis de passageiros, autopeças, óxidos e hidróxidos de alumínio e pneumáticos.

Destacou-se, de novo, o peso negativo sobre as vendas de manufaturados decorrente da queda de exportações de veículos para a Argentina. América Central e Caribe compraram menos do Brasil itens como petróleo em bruto, aviões, celulose e óleos combustíveis.

Também as importações caíram entre março de 2018 e março de 2019, mas houve um crescimento das aquisições de bens de capital – sinal de uma leve disposição de investir das empresas brasileiras.

O comércio exterior continua a depender muito da Ásia, em especial da China, que, junto com Hong Kong e Macau, absorveu 30,7% das exportações brasileiras de março, ante 28,6% em março de 2018. Em igual período, o peso dos Estados Unidos nas exportações do País cresceu de 11,2% para 12,4%. Ou seja, o Brasil não pode ignorar nenhum importador, pois o comércio exterior está mais fraco em 2019.

Ambiente externo favorável a investimentos

Segundo o Instituto de Finanças Internacionais, houve ingresso líquido de US$ 25,1 bilhões de investimentos estrangeiros nos países emergentes m março
O Estado de S.Paulo
06 de abril de 2019 | 04h00

Em março, o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) constatou o ingresso líquido de US$ 25,1 bilhões de investimentos estrangeiros nos países emergentes, com destaque para a China. Com a desaceleração da economia global, acompanhada das decisões do Fed (banco central norte-americano) voltadas para uma política monetária mais expansiva, o Brasil poderá ficar em posição mais propícia para atrair recursos externos, se der sinais mais favoráveis para os investidores.

O fluxo líquido de recursos para países emergentes atingiu US$ 52,6 bilhões em janeiro e US$ 31,2 bilhões em fevereiro. A queda do volume em março não foi vista com preocupação pelo IIF, cuja ênfase está na “mais profunda mudança de posicionamento para o lado dovish (de relaxamento monetário) do Fed desde 2016 e nas conversas sobre um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China”, como “catalisadores positivos”.

O maior volume de recursos destinou-se aos mercados de dívida dos emergentes. Em março, os títulos de dívida atraíram US$ 17,6 bilhões, montante muito próximo ao de US$ 18,2 bilhões registrado efevereiro. Os maiores investimentos foram realizados na Ásia (US$ 10 bilhões), seguindo a América Latina (US$ 3,9 bilhões). As ações receberam menos recursos.

Indícios de que a China manterá um ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) superior a 6% neste ano, baseado no avanço da indústria, e de que as expectativas se tornaram mais favoráveis neste mês após um primeiro trimestre preocupante ajudaram a melhorar o humor dos investidores.

Mas o principal foi o último comunicado do Fed de que os juros básicos norte-americanos deverão ficar estáveis entre 2,25% e 2,5% ao ano, em razão da desaceleração do ritmo da atividade econômica.

Pagando juros ainda elevados comparativamente às taxas globais, o Brasil deverá encontrar facilidade para atrair recursos. Foi o que se verificou em emissões recentes lançadas pelo Tesouro Nacional e pela Petrobrás.
Mas, para se beneficiar mais da liquidez internacional crescente com a perda de ritmo dos países desenvolvidos, o Brasil terá de deixar claro que adotará medidas de ajuste fiscal, a começar da reforma da Previdência. Sem isso, os capitais externos deverão preferir os países de menor risco.

Novos mercados impulsionam exportações do Brasil no 1º bimestre, diz Abrafrigo.

Nayara Figueiredo 14/03/19 – Portal Terra Economia

Embora os tradicionais compradores da carne bovina do Brasil – China, Egito e Chile – continuem na liderança das importações da proteína, o expressivo avanço dos embarques para novos mercados como Rússia, Turquia e Filipinas fez a diferença no volume de vendas externas do primeiro bimestre deste ano, avalia a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). De acordo com a entidade, 69 países aumentaram suas importações do produto entre janeiro e fevereiro, enquanto outros 55 diminuíram.

Cs embarques saíram de 469 toneladas no primeiro bimestre de 2018 para 8,34 mil toneladas em igual período deste ano.
Na mesma linha, a Turquia passou de 355 toneladas nos dois primeiros meses de 2018 para 5,75 mil toneladas em 2019 (+516%); os Emirados Árabes foram de 3,49 mil toneladas para 10,80 mil toneladas (+ 210%), e as Filipinas saíram de 2,15 mil toneladas para 5,19 mil toneladas (+ 141%), no mesmo comparativo. Na União Europeia, a Itália (+ 28,4%) e o Reino Unido (+21,4%) também adquiriram mais da carne brasileira.

Com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, que incluem as exportações de carne bovina in natura e processada, a associação destaca que Rússia elevou em 678% as compras até fevereiro, depois de reabrir o mercado ao Brasil em novembro do ano passado.

A China, incluindo a parte continental e também Hong Kong, permanece como o maior cliente do Brasil para a carne bovina, com importações de 106,64 mil toneladas no bimestre (43,6% do total).
Em segundo lugar está o Egito, que comprou 27,22 mil toneladas no período (10,4%% do total); em terceiro vem o Chile, com 14,51 mil toneladas (5,5% do total); e na quarta posição o Irã, com 13,61 mil toneladas (5,2% do total). Para 2019, a Abrafrigo prevê um crescimento de 5% nas exportações de carne bovina in natura e processada do Brasil.

Exportação já cai, e Bolsonaro vai à China, não só aos EUA.

Em Pequim, agora quer ‘ampliar negócios’; em Washington, vai em ‘busca de um Ocidente com liberdade’
Nelson de Sá, Folha de São Paulo, 11.mar.2019 às 2h00

Fechando a semana, repercutindo em veículos financeiros como CNBC, o analista de commodities Tian Hao comentou por que as importações de soja da China, em fevereiro, caíram ao menor volume em quatro anos.

“Os importadores não compraram muita soja brasileira”, exemplificou, “porque estão esperando para comprar soja americana em meio ao otimismo de um acordo de comércio sino-americano”.

Posteriormente, no mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro posou ao lado do embaixador chinês e anunciou que vai visitar Pequim neste ano, para “ampliar nossos negócios”. O chinês Diário do Povo noticiou seu encontro com o embaixador, mas sem mencionar a eventual visita.

No dia seguinte, Bolsonaro tuitou que vai antes a Washington, em “busca de um Ocidente com liberdade”. Ecoou email da Casa Branca, que havia anunciado a visita para “discutir como construir um Hemisfério Ocidental mais democrático”.
CHINA SE RECUPERA?

O Financial Times abriu chamada no fim do domingo para informar que, na China, dados mais recentes “mostram que a economia reage, conforme a ameaça de guerra comercial reflui e começam a fazer efeito os estímulos internos”.
RUMOR

Em reportagem que mobilizou cinco jornalistas, o New York Times revelou que “Imagens contradizem afirmação dos EUA de que Maduro incendiou comboio de ajuda”. No segundo enunciado, “coquetel Molotov jogado por manifestante antigoverno foi estopim mais provável”.

Em vídeo, com imagem reproduzida acima, o jornal mostra como o “rumor” nasceu no canal colombiano NTN24, foi ampliado por autoridades americanas e pelo opositor Juan Guaidó e acabou na Fox News —e como o governo colombiano ajudou, sonegando informação.

O Intercept lembra que também CNN e BBC, entre outros, compraram a história. O canal colombiano e os outros três deram pouca ou nenhuma atenção à reportagem, no domingo. O Intercept lembra ainda que, há duas semanas, outro canal colombiano, Uno, analisou e noticiou as imagens que indicam a oposição como responsável pelo incêndio.
INCITAÇÃO

Bolsonaro usou áudio divulgado por documentarista francês para expor, em mídia social, a jornalista Constança Rezende, de O Estado de S. Paulo. A distorção é evidente, mas o tuíte em segundos já estimulava ataques.

Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza.

Donald Boudreaux em www.mises.org.br

Quarta-feira -feira, 9 jan 2019

“A economia crescerá conduzida pelas exportações!”, gritam 10 em cada 10 economistas desenvolvimentistas. Isso faz sentido?

Vejamos.

Crescimento e enriquecimento

O que gera crescimento econômico é um aumento na produção. E aumentos na produção requerem, além de investimentos, aumentos na especialização da mão-de-obra. Aumentos na especialização, por sua vez, requerem aumentos no comércio.

Se, por exemplo, você se especializa na produção de rolamentos, você só irá prosperar se houver várias pessoas com quem você possa fazer transações comerciais — não apenas compradores dispostos a adquirir seus rolamentos, mas também vários vendedores dispostos a fornecer a você vários bens e serviços que você poderá comprar com a renda adquirida com seus rolamentos. É exatamente o seu consumo destes bens e serviços o que irá aumentar seu padrão de vida.

Se você produzir e vender cada vez mais rolamentos, mas nunca gastar sua receita em bens de consumo, então você simplesmente estará elevando o padrão de vida de outras pessoas (aquelas que estão adquirindo seus rolamentos), e empobrecendo a si próprio.

Afinal, você trabalha e trabalha e trabalha, mas não adquire nada em retorno — apenas acumula dinheiro, o qual é inútil se você nunca gastá-lo para adquirir coisas que elevem seu padrão de vida.

As pessoas de um país podem, sim, se tornar mais prósperas ao se especializarem na produção de bens e serviços para então exportá-los para estrangeiros. Porém, esse aumento na produção e exportação fará esses produtores mais prósperos somente se eles gastarem suas receitas, como consumidores, em bens e serviços que importarem de estrangeiros.

O padrão de vida de um país é determinado pela abundância de bens e serviços. Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população. Assim, um povo que exporta mais visando a importar mais irá enriquecer e melhorar seu padrão de vida; já um povo que exporta mais apenas para exportar mais e, com isso, “melhorar sua balança comercial” irá reduzir seu padrão de vida — afinal, ao mandar mais produtos para fora e não trazer mais produtos para dentro, a oferta interna de produtos cairá. Menos produtos no mercado interno implicam direta redução no padrão de vida.

Exportações geram crescimento econômico?

Tendo isso em mente, passemos à pergunta: é possível haver um crescimento econômico guiado pelas exportações? Sim, mas somente se você interpretar corretamente o significado desta expressão.

O crescimento econômico ocorre quando, e apenas quando, há aumentos na quantidade de bens e serviços disponíveis para a população de um país consumir. Quanto mais capazes de consumir, mais ricos os indivíduos são.

Como Adam Smith e outros já haviam reconhecido, a divisão do trabalho — isto é, a especialização — é limitada pela amplitude do mercado. Quanto maior o mercado, mais profunda é a divisão do trabalho. E quanto mais profunda a divisão do trabalho, maior é a produção total. Logo, dado que o comércio internacional expande o tamanho do mercado, então o comércio internacional aprofunda a divisão do trabalho e, consequentemente, aumenta a produção total.

Disso podemos concluir que maiores oportunidades para se exportar de fato geram vantagens econômicas reais. Mas essas vantagens serão reduzidas, ou até mesmo anuladas, se essas maiores exportações não se traduzirem em maiores importações.

Se exportarmos mais e recebermos, em troca desses produtos exportados, mais bens e serviços importados que valorizamos como itens de consumo — e os quais valorizamos mais do que os produtos nacionais —, então ficamos em melhor situação. “Crescemos” economicamente. Se, no entanto, aumentamos as exportações mas não recebemos em troca mais bens e serviços, então nossa situação em nada melhorou.

O que realmente interessa, portanto, é o que recebemos (em termos de bens de consumo) em troca daquilo que produzimos.

Assim, se o governo passa a artificialmente incentivar exportações, mas em nada facilita as importações, então o crescimento econômico que ele estará promovendo seria o mesmo de caso ele passasse a promover a produção de “coisas amarelas” ou “coisas retangulares” (para as quais nunca houve demanda). Produzir mais exportações apenas para exportar mais faz tanto sentido quanto produzir mais coisas amarelas ou retangulares apenas para se produzir mais coisas amarelas ou retangulares.

Por isso, não há nada de remotamente especial, ou superior, ou economicamente significante em “crescimento guiado pela exportação”. Todo o crescimento, em última instância, é guiado pela produção — mas somente quando aquilo que é produzido é trocado por bens e serviços a serem consumidos.

(Se, por exemplo, Henry Ford aumentasse a produtividade de sua linha de produção do Modelo T — como ele de fato fez —, mas se recusasse a comprar qualquer bem ou serviço para ele e sua companhia em troca, esse menor custo unitário de produção tornado possível por essa produção em grande escala teria sido totalmente inútil para ele.)

Aproveitar oportunidades para produzir em maior escala será uma vantagem se houver economias de escala e se elas forem conduzidas por demandas de mercado. E um mercado global de fato possui um maior número de oportunidades do que qualquer mercado nacional, por maior que ele seja. No entanto, é sempre crucial ressaltar que qualquer crescimento econômico genuíno que porventura ocorra por esse aumento das exportações será por causa não daquilo que está sendo exportado, mas sim daquilo que está sendo importado.

Conclusão

Em uma economia de mercado, aumentamos nossa capacidade de consumo ao produzirmos maiores quantidades para outros consumirem — outros que, em troca, nos fornecerão aquilo que queremos consumir. Assim, cada um de nós “cresce” economicamente ao produzirmos mais coisas (mensuradas em termos de valor) para nossos parceiros comerciais consumirem, pois só assim nossos parceiros comerciais nos darão aquilo que queremos deles: mais coisas para nósconsumirmos.

Assim como um indivíduo não irá prosperar caso entregue os frutos do seu trabalho para outros em troca de meros pedaços de papel (ou dígitos eletrônicos) que ele nunca irá gastar, nenhum grupo de pessoas irá prosperar se seguir essa mesma estratégia insensata.

Exportações são custos. Elas promovem crescimento econômico apenas se, em troca, a população do país exportador receber bens, serviços e ativos que melhorem sua qualidade de vida e sua capacidade de produzir. Qualquer país que insistir em exportar sua produção e, em troca, importar o mínimo possível (adotando tarifas de importação ou mesmo restringindo diretamente várias importações) estará no caminho certo para a pobreza.

Acumular dinheiro (no caso, moeda estrangeira oriunda das exportações) pode ser uma estratégia que eleva a prosperidade — mas apenas se esse dinheiro for gasto. Se ele jamais for gasto, todos os produtos enviados para outros países em troca deste dinheiro serão apenas presentes para os estrangeiros.

Por isso, qualquer povo que permita que seu governo adote esta política de estimular exportações e restringir importações estará apenas enriquecendo os outros e empobrecendo a si próprio.