Nayara Figueiredo 14/03/19 – Portal Terra Economia

Embora os tradicionais compradores da carne bovina do Brasil – China, Egito e Chile – continuem na liderança das importações da proteína, o expressivo avanço dos embarques para novos mercados como Rússia, Turquia e Filipinas fez a diferença no volume de vendas externas do primeiro bimestre deste ano, avalia a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). De acordo com a entidade, 69 países aumentaram suas importações do produto entre janeiro e fevereiro, enquanto outros 55 diminuíram.

Cs embarques saíram de 469 toneladas no primeiro bimestre de 2018 para 8,34 mil toneladas em igual período deste ano.
Na mesma linha, a Turquia passou de 355 toneladas nos dois primeiros meses de 2018 para 5,75 mil toneladas em 2019 (+516%); os Emirados Árabes foram de 3,49 mil toneladas para 10,80 mil toneladas (+ 210%), e as Filipinas saíram de 2,15 mil toneladas para 5,19 mil toneladas (+ 141%), no mesmo comparativo. Na União Europeia, a Itália (+ 28,4%) e o Reino Unido (+21,4%) também adquiriram mais da carne brasileira.

Com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, que incluem as exportações de carne bovina in natura e processada, a associação destaca que Rússia elevou em 678% as compras até fevereiro, depois de reabrir o mercado ao Brasil em novembro do ano passado.

A China, incluindo a parte continental e também Hong Kong, permanece como o maior cliente do Brasil para a carne bovina, com importações de 106,64 mil toneladas no bimestre (43,6% do total).
Em segundo lugar está o Egito, que comprou 27,22 mil toneladas no período (10,4%% do total); em terceiro vem o Chile, com 14,51 mil toneladas (5,5% do total); e na quarta posição o Irã, com 13,61 mil toneladas (5,2% do total). Para 2019, a Abrafrigo prevê um crescimento de 5% nas exportações de carne bovina in natura e processada do Brasil.

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